Rafinha Bastos fora do CQC

Não é de hoje que este blog faz críticas ao CQC e ao humor politicamente incorreto. Na verdade chega a doer na alma que a expressão politicamente incorreto esteja hoje ligada ao humor outrora definido como politicamente fascista {{se não leu, leia esse ótimo artigo do Marcelo Coelho – não acredite em mim}}. Foi essa uma das questões discutidas no artigo aqui publicado sob o título de “Qual o limite do Humor? Xingar a mãe, vale?!“.

A questão que agora encontra motivos para ser discutida é outra:

Rafinha Bastos deixa o CQC

Antes de analisar qualquer coisa é preciso lembrar do SE.

  • Se é que a notícia é verdadeira
  • Se é que não é uma jogada de marketing para atrair audiência
  • Se é que isso vai mesmo durar mais que uma ou duas semanas

Considerando que todos esses SE são verdadeiros a grande vitória é da democracia. É bem verdade que a vitória {{como todas}} tem ressalvas, como bem destacou Sakamoto em seu blog:

Agora que apareceu uma piada (de péssimo gosto) contra a cantora Wanessa, esposa do empresário Marcos Buaiz, amigo do ex-jogador Ronaldo, o que envolveu até patrocinadores, houve reação.

{{não acredite em mim}}

Ainda assim o que ocorre é algo quase histórico {{ok, acordei meio megalômano}}. Não foi um órgão do governo quem exigiu a retirada do integrante {{e mais do que do integrante, das piadas ofensivas}}, não foram ONGs que exigiram, mas a própria direção do programa.

Sim, Sakamoto tem total razão quando diz que a emissora só fez isso por conta dos patrocinadores – essa é, aliás, a razão pela qual é preciso regulamentar os meios de comunicação, leia mais sobre o assunto nesse artigo -> A censura petista (ou desconstruindo outro boato) ainda assim é uma vitória da democracia.

A vitória não é porque esse Caipira rancoroso não gosta do programa, mas porque a voz da população {{que, afinal, banca os patrocinadores que bancam o programa}} finalmente se fez ouvir. Calou-se a expressão de que o público engole {{EPA!}} qualquer coisa que lhe é jorrada na cara {{ops, trocadilho…}}.

O que ainda me pergunto é porque só o Rafinha?! Não que eu esteja defendendo o sujeito, mas parece-me difícil de engolir aceitar que as piadas ruins fossem fruto apenas da imaginação dele. Mais absurdo ainda é considerar que ele as disse contrariando seus companheiros de bancada ou mesmo a direção do programa.

As declarações cada vez mais polêmicas foram crescendo à medida em que a audiência ia diminuindo. Numa relação óbvia de declaração e ganho de público. Rafinha apenas pagou o pato.

Mas quem há de abrir a boca para defendê-lo?! Estupradores? Mulheres bonitas? Mães? Este blog não o fará.

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