A segunda semana de governo João Dória Jr não decepcionou àqueles que achavam que o governo tucano na cidade de São Paulo seria cheio de retrocessos. O ImprenÇa já trouxe para você a 1ª Edição do Semanal do Retrocesso Paulistano. Então sem mais delongas, vamos àquilo que você perdeu na última semana.

João Dória Jr inaugura obra de Haddad e para o carro em local proibido

Arrogância pouca é bobagem. A pergunta feita pelo gestor da startup paulistana {{antiga prefeitura municipal de São Paulo}} demonstra a total incapacidade de lidar com as críticas fáceis que a própria campanha tucana fez durante as eleições.

Ao inaugurar a iluminação em LED da ponte estaiada, obra do então secretário de serviços de Haddad, Simão Pedro, o carro de João Dória parou em local proibido. Os seguranças se postaram à frente da placa do veículo para que não se pudesse comprovar que era o do próprio gestor.

Depois, devido à repercussão, a prefeitura soltou uma nota se justificando. A equipe do tucano cita o Código de Trânsito Brasileiro. Segundo artigo 89, a sinalização terá a seguinte ordem de prevalência: 1) as ordens do agente de trânsito sobre as normas de circulação e outros sinais; 2) as indicações do semáforo sobre os demais sinais; 3) as indicações dos sinais sobre as demais normas de trânsito. Portanto, diz a prefeitura, não havia motivo para que Doria fosse multado.

Basicamente a justificativa do prefeito é: A CET é vinculada à prefeitura, portanto o patrão é Dória. O código de trânsito afirma que a palavra do agente é soberana. Portanto, o prefeito está acima das leis. Bacana, né?

Educação

Unificação dos ensinos Municipal e Estadual de São Paulo

 

A primeira notícia sobre o tema é um delírio que precisaria de aprovação da Câmara dos Vereadores:

{{Educação: João Dória Jr e o semanal do retrocesso – não acredite em mim – G1}}

 

Para se ter uma ideia, segundo o G1 {{fonte nada confiável quando o assunto é governo do Estado de São Paulo}}, o salário do professor estadual é de R$ 2415,89 enquanto o professor municipal tem base salarial de R$3550 {{os valores referem-se ao salário base para 40 horas semanais, o que nem sempre ocorre com os professores – não acredite em mim – salário professores estaduais – G1 || não acredite em mim –  salário professores municipais – Valor Econômico}}. O último reajuste aos professores estaduais foi em 2014, a base da remuneração são os bônus, dinheiro extra que é levado em consideração segundo frequência dos profissionais e notas dos alunos. Os valores recebidos pelos diversos bônus não entram no cálculo da aposentadoria.

Mas isso foi desmentido no mesmo dia, pelos secretários de Dória Jr e Alckmin: “Na educação, a integração das redes, um calendário único, começar as aulas e terminarmos juntos, o mesmo número de ciclos e material pedagógico. O aluno que sai de uma escola e vai para a outra para ele não ter problema”, afirmou o governador. Mais tarde, Nalini {{secretário estadual}} negou que as redes serão integradas. “Ninguém está falando em unificação. É um regime de colaboração”, disse. “O que foi assinado é um protocolo de intenções. É uma coisa extremamente flexível, não tem obrigação. A obrigação é sentar, propor, discutir, submeter aos interessados”, defende. Por agora, ele garante: “Nada muda”.

Já o secretário municipal afirmou: “Cada uma segue com sua identidade própria. Não haverá unificação curricular ou de materiais. E sim a identificação de oportunidades de atuação conjunta que facilitem a vida de professores, alunos e pais.”

É só uma ideia de retrocesso, portanto. Este blog ainda aguarda a criação da Secretaria Marina Silva {{ou Secretaria Municipal do ‘Mudamos de ideia’}}.

Corte de material escolar, transporte e leite

 

{{João Dória Jr e os retrocessos na educação – não acredite em mim – folha}}

“Socialmente, é interessante garantir acesso ao transporte gratuito. Mas, do ponto de vista da educação, cria um problema no orçamento”, declara o secretário de educação de João Dória Jr.

O artigo da assessoria de imprensa do novo prefeito afirma: “Com graves dificuldades orçamentárias, o prefeito João Doria (PSDB) pretende rever gastos da Secretaria de Educação que não estejam ligados diretamente ao ensino.” Engraçado é notar uma outra notícia encontrada no mesmo grupo do jornal:

{{João Dória Jr e os retrocessos na educação – não acredite em mim – UOL}}

 

Os conceitos de crise financeira foram atualizados, grita a moça do antivírus. O fato é que o leite será cortado e a gratuidade do transporte público para estudantes {{fica a dica, MPL}} está na mira, bem como o material escolar e os uniformes. Bacana, né?

Fim do Programa De Braços Abertos

 

{{Gestão Dória e os Retrocessos nos direitos humanos – não acredite em mim – Estadão}}

 

Sobre a exibição do filme “Sabotage”na cracolândia, leia este artigo do ImprenÇa

Aqui vale a explicação, para quem não entende as diferenças entre De Braços Abertos e o “Recomeço” {{programa estadual que inspirou o tal “Redenção” de Dória Jr}}. O De Braços Abertos é um programa de redução de danos, ou seja, não busca a abstinência dos atendidos, mas a redução da dependência da droga. E foi muito bem sucedido nesse quesito, sendo premiado no mundo inteiro:

{{Gestão Dória e os Retrocessos nos direitos humanos – não acredite em mim – Prefeitura de São Paulo}}

 

{{Gestão Dória e os Retrocessos nos direitos humanos – não acredite em mim – Prefeitura de São Paulo}}

 

Já o programa “Recomeço” traz a velha ideia da abstinência e tem resultados questionáveis, como o próprio G1 afirma:

{{Gestão Dória e os Retrocessos nos direitos humanos – não acredite em mim – G1}}

 

A Plataforma Brasileira de Política de Drogas, rede composta por 44 organizações não governamentais, núcleos de pesquisa, coletivos e associações de diversos campos de atuação, já manifestou preocupação quanto ao “Redenção”:

O Programa Recomeço, por ser baseado exclusivamente na internação em comunidades terapêuticas, está em desacordo com o conhecimento contemporâneo sobre o cuidado e o tratamento das pessoas que fazem uso problemático de drogas, que defende intervenções de saúde diversas e multifatoriais. Depois de mais de três anos em execução, o Programa Recomeço não passou por nenhuma pesquisa de avaliação, nem mesmo apresentou nenhum dado sobre as entidades privadas que recebem os recursos públicos para internar dezenas de milhares de pessoas {{não acredite em mim – PBPD}}

Por hoje é só. Faltou alguma informação ? Deixe nos comentários e não perca a próxima edição, sempre às segundas-feiras.

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