Nova pesquisa datafolha mostra crescimento de Lula, queda de rejeição do petista e aumento grande da rejeição de Bolsonaro, que perde em todos os cenários no segundo turno, exceto contra Haddad

A nova pesquisa Datafolha já permite afirmar que Bolsonaro se aproxima do teto de intenções de votos, enquanto Lula segue crescendo. 

Espontânea: Lula x Bolsonaro

Quando o tema são as intenções espontâneas ou seja, quando o entrevistado não recebe uma lista de candidatos e, portanto, precisa dizer dos nomes que lhe vêem à cabeça, em quem votaria, Lula dobrou suas intenções de voto. 

Bolsonaro teve uma leve alta neste cenário, saindo de 12% para 15%. Este tipo de pesquisa serve para indicar aos candidatos o que fazerem nas campanhas, como reforçar o nome, melhorar a exposição, etc.

Para o PT este é um cenário bem peculiar já que não se tem muita esperança que a justiça permita que Lula concorra, apesar da decisão da ONU exigindo que ele possa se candidatar {{não acredite em mim – G1}}. 

Ao mesmo tempo que Lula cresce, Haddad não chega a 1% das intenções espontâneas, o que pode ser explicado pelo discurso petista, de que Lula será o candidato, mas também pode acender um alerta, já que o ex-Presidente muito provavelmente não subirá em nenhum palanque para apresentar seu candidato.

O pior cenário fica para Alckmin, Marina e Ciro. Alckmin já concorreu e deveria ser mais lembrado, ainda que tenha o maior tempo de televisão, o que ameniza o resultado. Marina Silva é quem pior se sai nesse quesito, posto que já concorreu nas últimas duas eleições e mesmo assim não é lembrada pelos eleitores. Ciro, que teve o mesmo índice de Alckmin, ainda tem caminho para subir, uma vez que faz tempo que não sai em campanha nacional. Ainda assim, o PDTista não terá muito tempo de TV.

Rejeição Lula x Bolsonaro

{{Fonte: Datafolha}}

Enquanto a rejeição de Lula, apesar de preso, cai de 36% para 34% {{pode ser considerada estável, uma vez que a margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais}}, a de Bolsonaro, que agora lidera a lista, subiu de 32% para 39%, uma alta acentuada para um período de dois meses. 

A rejeição de Alckmin caiu 1 ponto de 27% para 26%, dentro da margem de erro.  Marina Silva teve a mesma variação, mas no sentido inverso, tendo crescido de 24% para 25% de rejeição no período. Ciro permaneceu estável.

O resultado ruim aos petistas fica por conta de Haddad, que neste período viu sua rejeição crescer de 16% para 21%, o que é normal por um lado, já que ele está sendo mais exposto nesse momento, mas que por outro precisa ser observado se essa taxa permanecerá na casa dos 20% a 25%, o que é normal, ou se também subirá. Até aqui é impossível prever.

Estimulada: Lula x Bolsonaro

Com Lula x Bolsonaro o resultado é de alta para o petista e queda para o candidato do PSL. Enquanto Lula subiu de 30% para 39%, uma alta bastante expressiva, Bolsonaro permaneceu dentro da margem de erro, tendo oscilado de 17% para 19%. 

Quando o Lula é retirado da pesquisa o cenário se modifica bastante e Bolsonaro ganha fôlego, subindo 1 ponto acima da margem de erro e indo a 22%. Marina Silva e Ciro Gomes se mantiveram estáveis, enquanto Alckmin teve queda dentro da margem de erro, saindo de 7% para 6%.

Se cresceu na estimulada, porque Bolsonaro está no teto?

Primeiro o fato de que Bolsonaro já é conhecido por 79% dos eleitores, número parecido com o de Ciro e Geraldo Alckmin, com 82% e 88% respectivamente {{neste quesito Lula é conhecido por 99% dos eleitores e Marina Silva por 93%}}.

Segundo porque a rejeição de Bolsonaro é a maior entre todos os candidatos e seu voto fica mais restrito à população masculina – as mulheres são 53% do eleitorado nacional.

Bolsonaro ainda conta com dois problemas graves, em uma eleição de tiro curto, como a que temos atualmente:

  • Pouco tempo de TV
  • Partido pequeno

A Televisão, como se sabe, é algo bastante relevante nas eleições nacionais. O horário eleitoral é pouco influente, mas as inserções entre a programação normal dos canais – em geral de 30 segundos – fazem muita diferença. Neste quesito Alckmin lidera de longe, enquanto Bolsonaro é quem tem o menor tempo – enquanto Alckmin terá 430 inserções de 30 segundos, Bolsonaro terá 11.

O PT terá 4 minutos de televisão por dia, enquanto Alckmin terá 11 minutos. Bolsonaro terá 18 segundos, Ciro Gomes 1 minuto e 20 segundos e Marina Silva 46 segundos, apenas. 

O que poderia ser uma compensação para Bolsonaro, acaba sendo outra limitação. Com uma estrutura partidária bastante frágil e pequena e com pouco orçamento de campanha {{é preciso lembrar que boa parte do orçamento vem do fundo partidário, que leva em conta a representação no Congresso Nacional para distribuir o dinheiro}}, a tendência é que estes votos acabem migrando para outras legendas – muito provavelmente Alckmin.

A campanha está apenas começando, mas a não ser que um fato inesperado ocorra, Bolsonaro está bem próximo, senão no teto de suas intenções de votos. 

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