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No Brasil a chance de um negro ser pobre é 2 vezes maior que a de um branco. A conclusão é do estudo do IPEA “A Desigualdade Racial no Brasil”, que levantou dados de 2004 a 2014.

O estudo mostra que a diferença entre brancos, pardos e negros existe e é real. Segundo o estudo, em 2014, os pretos tinham 2,1 mais chances de serem pobres do que os brancos.

Ainda segundo o IPEA, de 2004 a 2014 as condições de vida da população brasileira melhoraram em várias dimensões. Apesar disso, 10% da população concentram quase metade da renda do País, segundo o IBGE:

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2014 mostrou que houve redução da extrema pobreza durante o período em que Lula e Dilma governaram, apesar do discurso vigente de que o PT destruiu o país. O estudo mostra que a renda per capita real passou de R$549,83 em 2004 para R$861,23 em 2014.

Entre os destaques está a redução da extrema pobreza, que caiu 2,48% da população de 2014, índice 63% menor do que o de 2004.

Apesar da melhora, o levantamento do IPEA mostra que ainda há 2 vezes mais possibilidades de um negro ser pobre do que um branco. Rafael Guerreiro Osori, autor do estudo, explicou:

“No Brasil, a gente tem uma composição racial muito diferente ao longo do território. No Norte e no Nordeste, onde a população é mais pobre, você tem mais pretos e pardos. A proporção de pretos varia bastante de estado a estado, mas ela varia um pouco menos que a de pardos, ou seja: a proporção de pardos varia mais no Norte e no Nordeste. Como a pobreza está muito concentrada nas regiões, há essa diferença.”

Osório afirma que a distância entre as raças ainda chama a atenção. “A queda foi de tal ordem que, em 2014, os pretos e pardos se aproximaram dos níveis de vida de um branco em 2004. O que aconteceu é que eles chegaram onde os brancos estavam no começo da década”.

O estudo, assim como o Pnad, mostrou que quanto mais pobre maior foi a queda da desigualdade. Para quem vivia com menos de U$1 ao dia, a redução foi de 20 a 40%; já entre os que viviam com U$3 ao dia, esse número foi de 10%.

O estudo pode ser acessado no site do IPEA.

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