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O despotismo esclarecido é uma expressão do século XVIII que designa uma forma de governar que, embora partilhasse com o absolutismo a exaltação do Estado e do poder do soberano, era animada pelos ideais de progresso, reforma e filantropia do Iluminismo. Já o despotismo enriquecido é só uma manifestação da velha política corrupta, agindo em interesses próprios

Jair Messias Bolsonaro, ex-Deputado Federal foi eleito pela primeira vez em 1988 para fugir de punições por apoiar um plano que envolvia bombas de baixa potência e por dizer isso publicamente à revista Veja. Ou seja, já em início de carreira política, Bolsonaro buscava escapar das responsabilidades de seus atos. Hoje, Presidente da República, evitou uma multa e demitiu o funcionário que a aplicou.

Bolsonaro surfou na onda do conservadorismo evangélico, aproveitando o hype antipetista e contou com a ajuda, hoje se sabe, da operação Lava Jato, chefiada estrategicamente pelo hoje ministro, Sérgio Moro. Eleito entre discursos de “tem que fuzilar a petralhada” e uma facada mal explicada que tentou à época atribuir ao PSOL. Isso tudo com a ajuda do Big Data e das fake news.

O país parece estar embriagado no sentimento tiramos o petê – e por PT inclua qualquer coisa que discorde do Presidente – e a imprensa que fez vista grossa durante toda a campanha eleitoral começa a sentir os resultados da aventura anti-democrática que ingressou em 2005; mas na ausência de alternativa viável segue o jogo num mea culpa bem ao estilo “me engana que eu gosto”.

Diante do principal escândalo midiático tupiniquim desde Lacerda e o atentado da rua Tonelero {{que por fim resultou no suicídio de Getúlio Vargas}}, a máfia midiática brasileira preferiu apostar na narrativa hacker ao invés da informação. Tudo por uma causa.



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Mas como uma informação vale mais que um punhado de editores e vontades políticas, como credibilidade é algo que se conquista e se impõe, a máfia brasileira teve de furar o bloqueio. Um ganhador de Pulitzer não é facilmente desmentido. A narrativa hacker perdeu espaço e parcerias entre empresas de mídia e o The Intercept foram, aos poucos, substituindo a tentativa de esconder o óbvio.

A Globo, que para não se misturar com essa gente – que é séria – chegou ao ponto de afirmar que “o site diz que a Constituição…”, como se vê na imagem ao lado.

Enquanto isso Bolsonaro seguiu “governando” ao seu modo. Na Cultura colocou um sujeito que propõe abertamente que deve haver censura na distribuição de dinheiro público; mais que isso, afirmou que se não houver “filtro” a Agência Nacional de Cinema (ANCINE) deveria ser extinta {{não acredite em mim – O Globo}}.

Não gostou dos dados do desmatamento? Demite o estatístico responsável por isso. Não gostou do que perguntou um jornalista? Edita medida provisória para se vingar do veículo. Não gostou do comentário ? Elogia a tortura e afirma que vai ter uma conversa com o filho de um desaparecido político. Achou pouco? Manda romper contratos com o mesmo sujeito…

Os asseclas do rei Sol

Engana-se quem pensa que o único Déspota a se enriquecer com o poder é o déspota mór. Paulo Guedes, o guru, é investigado por fraude milionária. Sua irmã se beneficia dos cortes na educação:

O Ministro da Justiça, como se viu, usa a Polícia Federal como se fora sua guarda-especial, com o fatídico Japonês-condenado como arauto e Deltan Dallagnoll como fiel escudeiro. O filho do Presidente como futuro embaixador.  Os amigos do presidente como donos de negócios absurdos, como a denúncia feita pelo excelente Lúcio de Castro no caso do autódromo do Rio de Janeiro {{não acredite em mim – Sportlight}}.

Tem para todos. De madeireiros à produção de agrotóxicos. Vamos alugar o Brasil, como na base de Alcântara. Vamos culpar o IBGE pelo desemprego. Falta dinheiro na economia? Vamos liberar o saque do FGTS, com um pequeno truque nas letras miúdas, é bem verdade. Falta voto no Congresso? Vamos liberar 3 bilhões em emendas.

E se alguém reclamar, diga que a culpa é do PT. Não falha nunca.

 

 

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