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Análise técnica produzida pelo DIEESE e Sindipetro mostram que a falta de investimento causa desempregos e queda de produção na Bacia de Campos

Estudo feito pelo DIEESE, a pedido do Sindipetro nf (Sindicato dos Petroleiros do Norte do Fluminense) mostra que os investimentos feitos pela Petrobras na região foram 60% menores nos anos de 2016 e 2017 em comparação à média dos investimentos de 2010 a 2015, com isso a região perdeu cerca de 33 mil empregos diretos e indiretos (55% do efetivo).

Os números impressionam se levarmos em conta que estamos falando apenas da região Norte Fluminense e, ao contrário do que se possa entender, a causa direta não é a corrupção descoberta pela força tarefa, mas pelos métodos adotados por ela ao longo dos anos.

Já em 2015 o professor da Fundação Getúlio Vargas, Gesner Oliveira, em entrevista ao G1, afirmava “Infelizmente, o grosso das demissões ainda não ocorreu. Mas não acredito que no final do ano a gente tenha 2 milhões de empregos a menos no país. Há outros setores que vão expandir, apesar de todos os problemas”.

“A forma pela qual a Lava Jato vem sendo tocada, com excesso de publicidade e pouco critério na divulgação das delações, aumenta desnecessariamente o custo sobre emprego e produção”, acrescentou Gesner

140 bilhões a menos no PIB, e era só o começo…

Os estudos do professor Gesner indicavam perda de 140 bilhões do PIB só em 2015. Uma perda total de 3% do PIB até 2019, mas isso pode ter se agravado ainda mais com a gestão de Pedro Parente no governo Temer.



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O Comitê de Datação de Ciclos Econômicos da Faculdade Getúlio Vargas (CODACE-FGV) mostrou que o período de recessão que engloba o 2º trimestre de 2014 ao 4º trimestre de 2016 foi uma das recessões mais profundas e duradouras já enfrentadas pelo Brasil.

Lava Jato demissões

Numa palestra no Barão de Itararé, o professor Bresser-Pereira calculou que o efeito conjunto da Lava Jato sobre a Petrobras e as empresas de engenharia do Brasil roubou 15% do PIB brasileiro.

Em artigo, o professor Clovis Nascimento –  engenheiro civil e sanitarista e presidente da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge) – afirmou que “engenheiros podem virar suco” e contabilizou que de janeiro até outubro de 2016  mais de 39 mil engenheiros foram demitidos, enquanto em 2015 foram cerca de 54 mil {{não acredite em mim – fisenge}}.

Dá para minimizar o custo da Lava Jato e maximizar o seu benefício. Apesar da crise política e dos problemas econômicos, há tanta demanda reprimida que ainda dá apetite para investimento em infraestrutura”

Gesner Oliveira

Professor, Fundação Getúlio Vargas

Bacia de Campos

O estudo do DIEESE, produzido a pedido do Sindicato dos Petroleiros do Norte do Fluminense (Sindipetro nf), demonstra que a queda da produção e dos empregos na Bacia de Campos não se devem apenas a questões naturais ou específicas dos campos, mas sobretudo da decisão política de dimunição dos investimentos na Bacia.

Dados sobre a Bacia de Campos

O gráfico acima mostra uma queda acentuada na produção de petróleo nos campos da Bacia de Campos, caindo de uma produção média de 1,8 milhões de boe/dia em 2015 para 1,3 milhões de boe/dia em 2018, redução de 28%.

{{não acredite em mim – DIEESE / Sindipetro NF}}

Os investimentos nos campos do norte fluminense  foram 60% menores entre 2016 e 2017 em comparação à média da estatal entre os anos de 2010 a 2015.

Vaza Jato, EUA e as teorias da conspiração

Até o início das revelações da #VazaJato, soava um pouco irreal que o governo americano ou que empresas americanas tivessem influência sobre o desmonte da Petrobas que vem sendo promovido pelos governos Temer e Bolsonaro. Houve, é verdade, um documento do Wikileaks, onde José Serra, então candidato a Presidente da República afirmava a executivos da Chevron que mudaria o sistema de partilha, o que beneficiaria empresas estrangeiras.

José Serra, já senador, de fato cumpriu a promessa. Ainda assim, afirmar que os americanos estivessem de acordo com a retirada forçada de Dilma da Presidência da República ou mesmo com as ações de Pedro Parente, que fez um verdadeiro bota-fora com os ativos da estatal, era um exagero. Era, já não é mais.

Trechos de conversas entre Deltan Dallagnol e Sérgio Moro, vazados em 12 de agosto, mostram que as recorrentes viagens de Moro e integrantes da Lava Jato aos EUA não eram exatamente férias:

Lava Jaro, demissões e retrocesso

Some-se a isso as discussões a respeito do Fundo bilionário que Deltan pretendia administrar e temos uma série de fatos muito mal explicados.

O fato é que o ex-Presidente Lula tinha razão quando afirmava que a Lava-Jato, por conta de seus métodos, seria responsável por prejuízos gigantescos ao Brasil. E as recentes projeções do PIB não parecem mostrar cenário de otimismo. Resta saber se sobrará Petrobras, petróleo e PIB ao final de tantos golpes financeiros.

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